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Samuel Pinheiro Guimarães, eleito pela UBE,
Intelectual do Ano 2006 Luiz Alberto Moniz Bandeira Noviembre 2007 É com imensa emoção que estou aqui para entregar o Troféu
Juca Pato ao Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, eleito pela UBE, Intelectual
do Ano 2006, em virtude de sua notável obra Desafios Brasileiros na Era dos
Gigantes. Esta não é a sua primeira obra a causar impacto e levar as pessoas a
meditarem sobre os problemas do Brasil e de sua inserção internacional, sobre os
problemas de um país em desenvolvimento, em contradição com os interesses da
potência hegemônica e seus associados, i. e, em contradição com as estruturas
hegemônicas de poder, como Samuel Pinheiro Guimarães demonstra em seu livro Quinhentos
Anos de Periferia. Samuel Pinheiro Guimarães é um intelectual que ousa pensar e
ousa dizer. Tem a coragem revolucionária da definição. E toma atitudes francas não por suposto dogmatismo político
ou anti-norteamericanismo (do qual tem sido acusado), mas, pragmaticamente, em
defesa dos interesses da nação brasileira como um todo. Desde os anos 1990,
critica abertamente as políticas neoliberais, que os Estados Unidos, através de
instituições multilaterais, como FMI e o Banco Mundial, que controlam, não
apenas recomendaram como de fato impuseram aos países da América do Sul, ao
exigirem “reformas estruturais”, como condição para que pudessem renegociar sua
dívida externa. Uma política de responsabilidade fiscal era, de fato,
necessária, para conter a inflação que mais e mais deteriorava a economia dos
países da América do Sul. Porém, o fulcro mais nocivo e perverso do chamado
Consenso de Washington, consenso entre o FMI, o Banco Mundial e o Departamento
de Tesouro dos Estados Unidos, consistiu no objetivo de reduzir papel do
Estado, mediante a privatização das empresas públicas, e deixar a economia e a
sociedade à mercê das forças esotéricas do mercado, i. e., das grandes
corporações transnacionais. Nos Estados Unidos, o Estado já está praticamente
privatizado, assenhoreado o governo pelos representantes do complexo
industrial-militar-petrolífero, empregados ou acionistas das grandes
corporações vinculadas ao capital financeiro, como o Carlyle Group,
Halliburton, KBS, Kellogg, Brown & Root, Armor Group International e
Blackwater Security Consulting, que, contratada pelo Pentágono, entre outras,
emprega cerca de 130.000 mercenários no Iraque, para executar as atividades de
segurança, assumindo todos os riscos, inclusive o de morte ou aleijamento, e
isentando o Estado de qualquer responsabilidade pelo que lhes ocorrer. Estas
firmas, entre outras, apropriaram-se da
iniciativa pública nos Estados Unidos, que terceirizam até os serviços
militares a fim de burlar a opinião pública e as limitações legais ou
estabelecidas pelo Congresso. Porém, mesmo nos Estados Unidos, o país que se dedica à
deificação do mercado, do free-market, o Estado desempenha função econômica de
importância vital, no processo de acumulação capitalista, na medida em que
largamente financia e subsidia, com imensas dotações orçamentárias, as
indústrias bélicas e toda a cadeia de produção a elas vinculadas, bem como as
pesquisas científicas e tecnológicas necessárias ao seu desenvolvimento. Sem o
militarismo, que o Estado americano pratica, estimula e encoraja, sem as
guerras que deflagra e/ou alimenta, para consumir a produção de armamentos,
escoar os estoques acumulados e queimar o excedente de produção, esvaziando os
arsenais, para que possa fazer novas encomendas e manter o processo de
acumulação de capital, sua economia virtualmente deixaria de funcionar. Os
Estados Unidos não são apenas “addicted to oil”, viciados em petróleo, conforme
expressão do presidente George W. Bush[i].
Os Estados Unidos são também addicted to war, i. e., são viciados em guerra,
dependentes de guerra. E assim bilhões
de dólares não só foram como ainda estão
sendo queimados, com o gasto de armamentos, no Iraque e no Afeganistão, duas
guerras perdidas, ao mesmo tempo em que servem, em meio à corrupção, fraudes e
suborno, para o enriquecimento ainda maior das corporações privadas, que
contratam mercenários, dos quis 100.000 estão no Iraque, ao lado de 150.000
soldados regulares, e também executam operações militares, enquanto outras
corporações ou as mesmas se encarregam dos serviços de logística e das obras de
reconstrução do país que as Forças Armadas americanas destruíram e continuam a
destruir, que as Forças Armadas americanas arruinaram com seus mísseis e bombas
de urânio empobrecido, matando milhares de civis, velhos, mulheres e crianças. Nos países situados na periferia do sistema capitalista, o
Estado, entretanto, quase sempre exerceu um papel decisivo na promoção do
desenvolvimento econômico, ocupando setores estratégicos nos quais as empresas
privadas nacionais não tinham condições de investir. Foi como um projeto de
Estado que o presidente Getúlio Vargas, o maior estadista brasileiro do século
XX, impulsionou a industrialização do Brasil. À iniciativa do Estado, que ele,
Vargas, comandava, o Brasil deve a Companhia Vale do Rio Doce, a Companhia
Siderúrgica Nacional, a Fábrica Nacional de Motores, a Petrobrás, a Eletrobrás
e tantos outros empreendimentos que possibilitaram sua transformação de país
agrícola, dependente do café e o café dos Estados Unidos, na maior potência
industrial do hemisfério sul. Houve e há
quem pretendesse acabar com a “era Vargas”, o que, em outras palavras,
significou a privatização e a estrangeirização do patrimônio nacional, mediante
a alienação, ou melhor, a entrega aos
monopólios transnacionais dos grandes empreendimentos econômicos e
estratégicos, construídos com recursos públicos, com recursos do povo
brasileiro. Houve e ainda há, no Brasil, quem defendesse e ainda defenda o
Estado mínimo, a miniarquia, i. e., um Estado-miniatura, restrito à proteção
dos direitos individuais – vida, liberdade e propriedade privada – abstendo-se
de qualquer intervenção na economia. Não se trata, absolutamente, de defender uma economia
completamente estatal, uma economia
autárquica, o que é completamente inviável, porquanto todos os países estão
inseridos no mercado capitalista mundial, do qual dependem. Mas o free-market, com a mais ampla privatização da economia, é
um modelo falacioso, fraudulento, hipócrita, porquanto o mercado não é
propriamente livre, mas dominado e manipulado pelos grandes monopólios
privados, pelos magnatas do capital financeiro. É necessário que a economia de
marcado, no Brasil como em outros países, seja social, regulada pelo Estado, de
acordo com os interesses nacionais e o bem-estar da população. O Estado quando intervém
na economia, não debilita, antes fortalece o
mercado. Democratiza-o. Os investimentos estrangeiros são muitas vezes
necessários, indispensáveis. Mas não se pode permitir que as grandes
corporações transnacionais, apátridas, pois sua pátria é o lucro, dominem o
mercado nacional, a economia do país, e se apoderem do Estado brasileiro, como
acontece nos Estados Unidos. Cada empresa brasileira, que cai sob o controle
estrangeiro, mais e mais contribui para aumentar a exportação de recursos
nacionais, mediante a remessa legal e/ou ilegal de lucros, juros, royalties e
dividendos para seus países de origem, para suas matrizes no exterior. É uma
sangria permanente, dado que a remessa de lucros se faz não somente sobre o
capital estrangeiro realmente investido, mas também sobre os re-investimentos
com capital acumulado no Brasil. Em face da incoercível tendência para a
internacionalização/globalização da economia, portanto, mais do que nunca se torna imprescindível o
robustecimento do Estado, como instância superior de administração e comando da
sociedade, para a defesa dos interesses nacionais, aqueles interesses
determinados pelas necessidades do processo de produção e seu desenvolvimento.
Com toda razão, com muita lucidez e clareza, Samuel Pinheiro Guimarães, em sua
obra Quinhentos anos de periferia, acentua que o Estado foi e continuará a ser
o principal ator no cenário internacional, a despeito dos argumentos sobre o
seu gradual desaparecimento e substituição por organizações não governamentais
e empresas transnacionais internacionais[ii].
Faltam a estas organizações e empresas transnacionais legitimidade e
representatividade para manter o dominium, que exerce imperium (poder) sobre os
homens, conforme o conceito de Niccolò Machiavelli. [iii] A organização estatal da produção, por meio de uma
burocracia, dentro da moldura do Estado
nacional, porém, não significa socialismo e não pode subsistir, na medida em
que depende do mercado mundial capitalista e do qual não se pode libertar. Nem
Marx nem Engels jamais conceberam o socialismo como via de desenvolvimento ou
modelo alternativo para o capitalismo, senão como consequência, produto de seu
elevado grau de adiantamento e madureza. O próprio Engels advertiu que só com o
aumento da oferta de bens e serviços, em quantidade e em qualidade, seria
possível atingir um nível em que a liquidação das diferenças de classe
constitua verdadeiro progresso e tenha consistência, sem acarretar consigo o
estancamento ou, inclusive, a decadência do modo de produção e da sociedade.
Não se pode apresentar a fatura à história antes do prazo de vencimento. Uma
nova formação social não emerge antes que estejam esgotadas todas as
possibilidades de desenvolvimento das forças produtivas da sociedade antiga. O capitalismo constituiu o único modo de produção que teve
capacidade de expansão mundial. Desde o mercantilismo, o capitalismo
desenvolveu-se, espraiando-se, continuamente, sobre todas as regiões da Terra.
O sistema abrange e envolve não só as potências industriais como os países em desenvolvimento
ou atrasados e meramente agrícolas. Alimenta-se e se desenvolve às custas das
economias naturais e pré-capitalistas. E sua tendência geral sempre foi no
sentido ampliar e aprofundar as relações mundiais, através, sobretudo, da
expansão do comércio exterior. A economia mundial é, portanto, um todo, uma
unidade mais alta, superior, potente, não obstante seu desenvolvimento
desigual, irregular e combinado. Os Estados-nações, como contradição dialética,
emergiram em meio do processo de internacionalização
da economia, com a formação do mercado mundial e a divisão internacional do
trabalho, possibilitadas pelas viagens de circunavegação, no final do século XV
e início do século XVI. Na segunda metade do século XIX, o desenvolvimento da
indústria pesada, a descoberta da energia elétrica, a transmissão à distância,
o navio a vapor e as estradas de ferro, entre outros fatores, continuaram a impulsar a internacionalização
ou globalização do sistema capitalista, interligando as mais remotas regiões,
de economia natural ou pré-capitalista, aos centros industriais mais avançados
e facilitando assim as transações comerciais e a movimentação de bens e
capitais, ao reduziram o tempo de circulação das mercadorias. E o
desenvolvimento do capitalismo, como economia de escala mundial, exigiu a
reorganização das superestruturas políticas, mediante o robustecimento de um
poder central, que, sobrepujando a mesquinhez e a impotência dos Estados
pequenos, servisse como alavanca de expansão dos mercados e assegurasse a
continuidade do processo de acumulação. A superação das formas débeis de
Estado, geradas na época da economia natural e da economia simples de mercado,
pelo Estado unitário constituiu uma necessidade histórica. Daí a integração
econômica e política dos Estados Unidos, com a
guerra civil (1861/1865), e a
unificação da Itália (1866/1870), bem como da Alemanha (1871), após a Guerra
Franco-Prussiana (1870). Mas, também contraditoriamente, o nacionalismo, como
ideologia, recresceu, na medida em que as forças de produção geradas pelo
capitalismo desbordaram da moldura dos Estados-nações, dentro da qual não mais
podiam desenvolver-se, e as potências passaram a competir pelos mercados e
fontes de matérias primas. Essa, a era do imperialismo. O conceito de imperialismo, porém, deve acompanhar, evoluir e espelhar a
transformação nas relações econômicas e políticas internacionais, ocorridas,
principalmente, a partir da Segunda Guerra Mundial, como, e. g., o
desaparecimento formal das colônias, na década de 1960, e o aparecimento dos
NICs (New Industrializing Countries). A exportação de capitais por um país,
atualmente, não implica uma política imperialista. Muitos países, como Brasil,
Argentina, Venezuela, África do Sul, Portugal e Espanha, fazem investimentos no exterior e não se pode
considerá-los imperialistas. O imperialismo, após a Segunda Guerra Mundial,
assumiu as características do ultra-imperialismo, a coalizão das grandes
potências industriais, tendo a OTAN como
seu braço armado, e requer, sobretudo, a expansão e manutenção do poder
militar, para assegurar o sistema de dominação das nações mais atrasadas e
periféricas, bem como as fontes de energia e de matérias primas e mercado para
suas manufaturas e investimentos. Apesar de algumas eventuais discrepâncias, os
Estados Unidos lideram essa coalizão, como a única potência com capacidade
militar global, que atualmente mantém
bases militares, nas mais diversas regiões do mundo e penetra até nos países da
Ásia Central, integrantes da extinta União Soviética, e do Leste Europeu, onde
ainda pretendem instalar sistemas de defesa com mísseis, na República Checa e
na Polônia, a pretexto de evitar ataques com mísseis do Irã ou da Coréia do
Norte. Mas ameaça concreta aos Estados Unidos não existe. Nenhum país - nem o
Irã nem a Coréia do Norte - iria lançar qualquer míssil nuclear contra os
Estados Unidos, cuja capacidade de retaliação é infinitamente maior,
devastadora e poderia arrasá-lo. Em verdade, o objetivo desse sistema de
defesa, entre outros, é atender aos interesses do complexo industrial-militar,
sustentáculo de sua economia, financiando-o com novas encomendas de material
bélico, bem como preservar a hegemonia dos Estados Unidos em face da emergência
da China e da recuperação econômica da Rússia.
Já em 1992, na euforia com o colapso da União Soviética e do Bloco
Socialista, o general Colin Powell, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças
Armadas, recomendara ao governo americano, em documento sobre estratégia
militar, a preservação de “credible capability to forestall any potential
adversary from competing militarily” com os Estados Unidos[iv],
impedindo a União Européia de tornar-se uma potência militar, fora da OTAN, a
re-militarização do Japão e da Rússia, e desencorajando qualquer desafio à sua
preponderância ou tentativa de reverter a ordem econômica e política
internacionalmente estabelecida, o que significava, em outra palavras, uma
ordem unipolar. E daí porque provocam a Rússia e pretendem deflagrar essa nova
corrida armamentista. Os Estados Unidos também são a potência que menos respeita o
direito internacional, a soberania dos outros países, intervém tanto política
quanto militarmente em toda parte e promovem seus interesses, através da mídia,
serviços de inteligência, lobbies, corrupção, pressões econômicas diretas ou
indiretas, exercidas por meio das organizações multilaterais, como Banco
Mundial, FMI, onde detém posição majoritária. No entanto, sua hegemonia, como
único pólo de poder mundial, tende a declinar, rapidamente, levados a uma grave crise, pois a economia de
guerra é uma faca de dois gumes, é um investimento improdutivo e concorre para
o crescente aumento do déficit fiscal, paralelamente ao déficit comercial, ao
déficit da conta corrente do balanço de pagamentos e à dívida pública interna e
externa do país. O destino dos Estados Unidos está depositado nos bancos
centrais da China, que detém reservas monetárias de mais de US$ 1,2 trilhão,
e da União Européia. E é necessário ressaltar que a União
Soviética não foi militarmente derrotada na Guerra Fria. Foi seu sistema
econômico, que não conseguiu libertar-se do mercado mundial capitalista e
implodiu devido, sobretudo, à corrida armamentista, que hoje os Estados Unidos
querem reacender. Mas a Rússia, com todo o seu poderio militar, recupera-se,
economicamente. E, assim, o que desponta é
um sistema internacional de poder multipolar, i. e., a “era dos gigantes”, a que se refere Samuel Pinheiro Guimarães.
Esta “era dos gigantes” se caracteriza pela emergência dos grandes blocos
econômicos e políticos, a União Européia, China e Índia, que representam
enormes massas territoriais, demográficas e econômicas e se contrapõem e
competem com os Estados Unidos. A soma
do PIB da China e da Índia já supera, atualmente, o PIB dos Estados Unidos,
enquanto a soma do PIB do Brasil, Rússia, Índia e China é igual ao da União Européia. Mikhail
Gorbachov, em artigo recentemente publicado, observou que a perspectiva é a do
crescimento do poder econômico e da importância política das potências
regionais da chamada “Nova Onda”, formada pelo Brasil, Rússia, Índia e China e
conhecidas como BRIC. Segundo ele frisou,
esses quatro países já não podem ser intimidados nem tratados com um ar
de superioridade como se fossem sócios menores nos assuntos mundiais[v]. Diante do panorama que se delineia, é evidente que nenhum
país pequeno, na América do Sul ou alhures, viabilizará seu desenvolvimento e
progresso, isoladamente, ante os grandes blocos econômicos e geopolíticos Não podemos esperar que todos os países da América do Sul, a
exemplo da Colômbia, Chile e Peru, logo se somem, como sócios plenos, ao
MERCOSUL, viabilizando a construção econômica e política da União Sul-Americana
de Nações, um Estado-continente. De qualquer modo, porém, assim como a União Européia significa
Alemanha e França, e Nafta significa Estados Unidos e Canadá, o MERCOSUL, ao
qual agora a Venezuela se soma como sócio pleno, significa Brasil e Argentina,
conforme salienta Samuel Pinheiro Guimarães, porque estes dois países, os mais
industrializados e os dois maiores mercados, são a sua força motriz. Aliás, o próprio presidente da Argentina,
Juan D. Perón, que defendia uma união aduaneira entre a Argentina, Brasil e
Chile (ABC), predisse, em 1953, ser “indudable que realizada esta unión, caerán
a su órbita los demás países sudamericanos, que no serán favorecidos ni por la
formación de un nuevo agrupamiento y probablemente no lo podrán realizar en
manera alguna, separados o junto, sino en pequeñas unidades”.[vii] A proposta da união aduaneira formulada pelo presidente Juan
D. Perón foi frustrada. Contudo, em 1985, os presidentes da Argentina, Raúl
Alfonsín (1983/1989), e do Brasil, José Sarney (1985/1990), retomaram esse
projeto, mesmo sem o Chile, então sob a ditadura do general Augusto Pinochet
(1973/1989). E foi Samuel Pinheiro Guimarães, ainda quando era Conselheiro e
Chefe do Departamento Econômico, que, entre 1985 e 1988, operou decisivamente,
na construção do eixo Argentina-Brasil, ao lado do Embaixador Francisco
Thompson Flores, então Subsecretário-Geral do Itamaraty. Atualmente, na
condição de Secretário-Geral do Itamaraty, como braço direito do notável
diplomata, o chanceler Celso Amorim, ele continua a trabalhar para a ampliação,
aprofundamento e consolidação do MERCOSUL, expressando o espírito
integracionista do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Samuel Pinheiro Guimarães alia sua condição profissional de
operador de política externa, como diplomata, à qualidade de teórico das
relações internacionais, dotado de excepcional compreensão estratégica, como evidencia
sua obra Desafios Brasileiros na Era dos Gigantes. Ele é um dos maiores
pensadores do Brasil contemporâneo e seus livros são imprescindíveis para a
compreensão do mundo e suas perspectivas. Com justiça foi eleito Intelectual do
Ano 2006 pela União Brasileira de Escritores, que lhe confere o Troféu Juca
Pato. [i] “ Office of the Press Secretary - January
31, 2006 - http://www.whitehouse.gov/news/releases/2006/01/print/20060131-10.html
[ii]
Pinheiro Guimarães, Samuel. Quinhentos anos de periferia. Porto Alegre-Rio de
Janeiro: Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul-Editora
Contraponto, 1999, p. 47. [iii]
“Tutti gli stati, tutti i’ dominii che
hanno avuto e hanno imperio sopra gli uomini sono
stati e sono o repubbliche o principati”. Machiavelli, Niccolò. Il Príncipe (Der Fürst). Stuttgart: Philipp
Reclam Jun., 1986, p. 9.
[iv]
Powell, Colin L. - The Military Strategy of the United States, US Government,
Printing Office, ISBN 0-16-036125-7, 1992, p 7. Draft Resolution - 12 “ Cooperation for Security in the Hemisphere,
Regional Contribution to Global Security - The General Assembly, recalling:
Resolutions AG/RES. 1121 (XXX- 091 and AG/RES. 1123 (XXI-091) for
strenghthening of peace and security in the hemisphere, and AG/RES. 1062
(XX090) against clandestine arms traffic. [vi] De acordo com o método da paridade do poder de
compra. [vii]
„La integración latinoamericana“, in Perón, Juan D. La
hora de los pueblos. Buenos Aires: Editorial Pleamar, 1973, p. 84. |